quarta-feira, 23 de junho de 2010

GESTÃO E PEDAGOGIA




Professora Rosangela Maria Baldessar

Gerente de Ensino Fundamental

Secretaria da Educação e Cultura

Otacílio Costa





Melhorar a qualidade da educação no Brasil exige profundas mudanças na forma de conceber e operar as Escolas e Secretarias de Educação. Se continuarmos na mesmice, os resultados não mudarão.

O Brasil ainda não entendeu o que é necessário para produzir educação de qualidade. Continuamos insistindo na tecla da expansão e dos remendos. Dois deles chamam a atenção. O primeiro refere-se aos professores. Só teremos educação de qualidade quando conseguirmos atrair para o magistério os melhores dentre os egressos do ensino médio, com perfil para educador. O outro é a gestão escolar. As Secretarias devem GESTAR a política educacional e as escolas GESTAR a pedagogia do sucesso e autonomia, sendo que, na maioria das vezes há uma inversão de papéis, ocasionando muito tempo em discussões obsoletas sem objetivo ou encaminhamentos para o sucesso escolar.

Mascarar a gravidade da situação dificilmente contribuirá para avançar na formação de consenso na área. A formação de um consenso sobre os problemas é um primeiro passo essencial para abrir os caminhos e poder trilha-los, sem que o gestor assuma sozinho a frente deste trabalho, mas sim, ao lado para interagir a política educacional com a pedagogia do sucesso.

O ensino deve ser organizado, o professor deve apresenta a matéria, explicar, servir de modelo, dar exemplos e interagir com os alunos. Revisões e a avaliação deverão ser frequentes, normalmente semanal, no máximo, mensal. O dever de casa regular, para uma pedagogia mais eficaz. Nada disso, funciona sem um professor que conheça o conteúdo, tenha o domínio da turma e a capacidade de ensinar de maneira organizada. Assegurado o conhecimento do conteúdo, o professor é tão bom quanto os métodos pedagógicos que domina.

No entanto, o diálogo, a interação poderá acontecer na inclinação das curvas e nos percalços da caminhada, rumo ao mundo desenvolvido com seus desafios e complexidades. Interação requer reciprocidade de todos os envolvidos no processo educacional; requer comprometimento, ética e atitude.

Portanto, o resgate do professor passa pela conquista do piso salarial e também urgentemente pelo resgate da tradição pedagógica que lhe compete.