Sabedores dos desafios que os gestores atualmente enfrentam em seu espaço de trabalho a Gerência de Ensino propõe estudos, reflexões, debates e trocas de experiências para um melhor andamento das escolas de ensino fundamental da Rede Municipal. Segue texto para o nosso primeiro estudo. Em breve estaremos nos reunindo para debate-lo. Lembrando que teoria, prática, observação, reflexão e ação são pontos fundamentais para um bom desempenho profissional.
A eficácia das escolas não se mede: ela se constrói, negocia-se, pratica-se e se vive.
O século XXI iniciou-se com uma bagagem cheia de incertezas políticas, ideológicas, comportamentais. Essa situação se reflete também na escola, fazendo emergir sensações de impotência e pessimismo nas pessoas que participam dessa comunidade.
Nesse debate, faz-se necessário abordar questões, como vislumbrar a escola como um espaço especial onde se pode construir o sonho e a possibilidade de uma sociedade melhor.
Como recuperar a ética pedagógica dentro da Escola e ao mesmo tempo, construir o sonho de uma sociedade melhor, que supere o marco do individualismo?
O papel da interação e da comunicação no interior da escola tornou-se um consenso entre os pesquisadores.
Ninguém melhor do que os próprios envolvidos para dizer o que precisa ser mudado e como isto pode ser feito.
Mônica G. Thurler autora deste artigo afirma que a avaliação, mais especificamente a auto-avaliação, está na base da busca pela eficácia escolar.
Para que esta autonomia na avaliação seja possível, como nos diz a autora, são necessários quatro tipos de procedimentos:
* o diagnóstico;
* a coleta de dados;
* o desenvolvimento de ações coordenadas;e
* a supervisão.
Destes, no entanto, apenas o primeiro (o mais importante) costuma ser realizado nas escolas. Isto pode ser explicado por vários motivos:
* porque o próprio conceito de avaliação não está claro, ou seja, não se sabe o que se tem a fazer;
* ou mesmo a finalidade da avaliação não está clara, isto é, para que servirá aquilo;
* ou ainda falta estrutura adequada para a realização da avaliação, como tempo (já que não há como conciliar as atividades avaliativas com as tarefas habituais) e apoio externo (profissional qualificado que auxilie no processo). Ao conceber esta forma de avaliar e de promover a eficácia das escolas, a autora parte de alguns pressupostos. São eles:
* nenhuma mudança ocorre sem que sejam levadas em conta as particularidades de cada escola e seu contexto;
* os professores não terão interesse na avaliação e nas mudanças propostas se eles não participarem das decisões acerca dos objetivos e dos procedimentos a serem adotados;
* uma escola eficaz se caracteriza pelo fato de que o movimento gerado pela avaliação seja comum para a escola como um todo e haja um conjunto de objetivos compartilhados;
* as chances de os professores modificarem sua postura serão maiores se eles tomarem consciência da situação e refletirem durante o planejamento das ações.
A partir de todos estes aspectos envolvidos em uma nova concepção de avaliação e eficácia das escolas, a autora propõe um modelo de avaliação: o Modelo das Cinco Zonas.
Essas zonas são interdependentes. Veja algumas de suas características:
Ensino orientado segundo as necessidades dos alunos: eles são levados a sério, tem-se confiança neles, encoraja-se a agirem de maneira cooperativa e autônoma.
Formação equilibrada do aluno com padrões de desempenho adequados, claros e explícitos negociados, reconhecidos e aceitos por todos.
Implicar o aluno em sua própria aprendizagem, fazendo-o participar da definição dos objetivos, do material, das situações, dos métodos e do próprio planejamento.
Cultura da escola: conhecimento socialmente compartilhado e transmitido daquilo que existe e deveria existir.
A organização interna da escola: estilo de gestão e direção, as boas relações entre os professores, o contexto no qual o corpo docente é chamado a funcionar.
Clima da escola: uma escola, como conjunto vivo de pessoas que convivem e colaboram, desenvolve sua própria linguagem, possui suas palavras, seus próprios conceitos, rituais e modos de expressão familiares que facilitam a comunicação, dão segurança, fornecem a cada um a impressão de "estar em casa".
Implicar os pais na organização da rede escolar e estabelecer relações estreitas, bem como com as autoridades escolares.
Administrar o justo equilíbrio entre autogestão e poder central, entre a autonomia da escola e o apoio a seus esforços pedagógicos pela atividade escolar.
Referências:
Publicação: Série Ideias n. 30. São Paulo: FDE, 1998
THURLER, Mônica G. Inovar no interior da escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.
Segue orientações para uma organização interna escolar:
PLANEJAMENTO POR ESCOLA
ESTABELECER reunião semanal entre a equipe gestora ( marcar o dia e horário)
• METAS INDIVIDUAIS – todos os seguimentos
• METAS COLETIVAS
• METAS COM AS FAMÍLIAS
• REGISTRO NO PPP DAS METAS
• REGISTRAR EM ATA PRÓPRIA AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
• REGISTRAR ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS COM SUAS RESPECTIVAS JUSTIFICATIVAS AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COLETIVAMENTE OU INDIVIDUAIS
• MANTER EM DIA AS INFORMAÇÕES SOLICITADAS PELA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
• CUMPRIR PRAZOS DE ENTREGA
• CONFERIR EM CONJUNTO OS DOCUMENTOS ENCAMINHADOS
• ESTABELECER CALENDÁRIO INTERNO
- Assembléia geral
- Cantar o Hino Nacional toda semana, sugerimos cantar o do município e o de Santa Catarina alternados, pois os educandos precisam apropriar-se do civismo.
- Projetos
- Olimpíada de Língua Portuguesa
- Revisão PPP
- Reuniões pedagógicas
- Família na escola – Rua de cultura e de lazer
- Conselhos de classe participativos, ( não precisamos fazer todos ) planejar com antecedência com objetivos claros e plausíveis.
- Reuniões pedagógicas e com os psicólogos
- Semana meio ambiente
- Semana da literatura
- Festa junina para os alunos
- Recital de poesias, contos e causos
- Festival da canção
- Mostra pedagógica interna
- e outros
OBS: Todas as atividades deverão ser comunicadas a Gerência de Ensino com antecedência , pois nossa meta é colaborar de forma intensiva junto a administração escolar. Observar sempre o calendário da Secretaria de Educação e das escolas da rede para evitar atropelos.
Atenciosamente,
Prof. Rosangela Maria Baldessar
Gerente de Ensino Fundamental
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