segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AOS GESTORES

Sabedores dos desafios que os gestores atualmente enfrentam em seu espaço de trabalho a Gerência de Ensino propõe estudos, reflexões, debates e trocas de experiências para um melhor andamento das escolas de ensino fundamental da Rede Municipal. Segue texto para o nosso primeiro estudo. Em breve estaremos nos reunindo para debate-lo. Lembrando que teoria, prática, observação, reflexão e ação são pontos fundamentais para um bom desempenho profissional.


A eficácia das escolas não se mede: ela se constrói, negocia-se, pratica-se e se vive.

O século XXI iniciou-se com uma bagagem cheia de incertezas políticas, ideológicas, comportamentais. Essa situação se reflete também na escola, fazendo emergir sensações de impotência e pessimismo nas pessoas que participam dessa comunidade.

Nesse debate, faz-se necessário abordar questões, como vislumbrar a escola como um espaço especial onde se pode construir o sonho e a possibilidade de uma sociedade melhor.

Como recuperar a ética pedagógica dentro da Escola e ao mesmo tempo, construir o sonho de uma sociedade melhor, que supere o marco do individualismo?

O papel da interação e da comunicação no interior da escola tornou-se um consenso entre os pesquisadores.

Ninguém melhor do que os próprios envolvidos para dizer o que precisa ser mudado e como isto pode ser feito.

Mônica G. Thurler autora deste artigo afirma que a avaliação, mais especificamente a auto-avaliação, está na base da busca pela eficácia escolar.

Para que esta autonomia na avaliação seja possível, como nos diz a autora, são necessários quatro tipos de procedimentos:

* o diagnóstico;

* a coleta de dados;

* o desenvolvimento de ações coordenadas;e

* a supervisão.

Destes, no entanto, apenas o primeiro (o mais importante) costuma ser realizado nas escolas. Isto pode ser explicado por vários motivos:

* porque o próprio conceito de avaliação não está claro, ou seja, não se sabe o que se tem a fazer;

* ou mesmo a finalidade da avaliação não está clara, isto é, para que servirá aquilo;

* ou ainda falta estrutura adequada para a realização da avaliação, como tempo (já que não há como conciliar as atividades avaliativas com as tarefas habituais) e apoio externo (profissional qualificado que auxilie no processo). Ao conceber esta forma de avaliar e de promover a eficácia das escolas, a autora parte de alguns pressupostos. São eles:

* nenhuma mudança ocorre sem que sejam levadas em conta as particularidades de cada escola e seu contexto;

* os professores não terão interesse na avaliação e nas mudanças propostas se eles não participarem das decisões acerca dos objetivos e dos procedimentos a serem adotados;

* uma escola eficaz se caracteriza pelo fato de que o movimento gerado pela avaliação seja comum para a escola como um todo e haja um conjunto de objetivos compartilhados;

* as chances de os professores modificarem sua postura serão maiores se eles tomarem consciência da situação e refletirem durante o planejamento das ações.

A partir de todos estes aspectos envolvidos em uma nova concepção de avaliação e eficácia das escolas, a autora propõe um modelo de avaliação: o Modelo das Cinco Zonas.

Essas zonas são interdependentes. Veja algumas de suas características:

Ensino orientado segundo as necessidades dos alunos: eles são levados a sério, tem-se confiança neles, encoraja-se a agirem de maneira cooperativa e autônoma.

Formação equilibrada do aluno com padrões de desempenho adequados, claros e explícitos negociados, reconhecidos e aceitos por todos.

Implicar o aluno em sua própria aprendizagem, fazendo-o participar da definição dos objetivos, do material, das situações, dos métodos e do próprio planejamento.

Cultura da escola: conhecimento socialmente compartilhado e transmitido daquilo que existe e deveria existir.

A organização interna da escola: estilo de gestão e direção, as boas relações entre os professores, o contexto no qual o corpo docente é chamado a funcionar.

Clima da escola: uma escola, como conjunto vivo de pessoas que convivem e colaboram, desenvolve sua própria linguagem, possui suas palavras, seus próprios conceitos, rituais e modos de expressão familiares que facilitam a comunicação, dão segurança, fornecem a cada um a impressão de "estar em casa".

Implicar os pais na organização da rede escolar e estabelecer relações estreitas, bem como com as autoridades escolares.

Administrar o justo equilíbrio entre autogestão e poder central, entre a autonomia da escola e o apoio a seus esforços pedagógicos pela atividade escolar.



Referências:



Publicação: Série Ideias n. 30. São Paulo: FDE, 1998



THURLER, Mônica G. Inovar no interior da escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.


Segue orientações para uma organização interna escolar:



PLANEJAMENTO POR ESCOLA


ESTABELECER reunião semanal entre a equipe gestora ( marcar o dia e horário)

• METAS INDIVIDUAIS – todos os seguimentos

• METAS COLETIVAS

• METAS COM AS FAMÍLIAS

• REGISTRO NO PPP DAS METAS

• REGISTRAR EM ATA PRÓPRIA AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

• REGISTRAR ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS COM SUAS RESPECTIVAS JUSTIFICATIVAS AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COLETIVAMENTE OU INDIVIDUAIS

• MANTER EM DIA AS INFORMAÇÕES SOLICITADAS PELA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

• CUMPRIR PRAZOS DE ENTREGA

• CONFERIR EM CONJUNTO OS DOCUMENTOS ENCAMINHADOS

• ESTABELECER CALENDÁRIO INTERNO

- Assembléia geral

- Cantar o Hino Nacional toda semana, sugerimos cantar o do município e o de Santa Catarina alternados, pois os educandos precisam apropriar-se do civismo.

- Projetos

- Olimpíada de Língua Portuguesa

- Revisão PPP

- Reuniões pedagógicas

- Família na escola – Rua de cultura e de lazer

- Conselhos de classe participativos, ( não precisamos fazer todos ) planejar com antecedência com objetivos claros e plausíveis.

- Reuniões pedagógicas e com os psicólogos

- Semana meio ambiente

- Semana da literatura

- Festa junina para os alunos

- Recital de poesias, contos e causos

- Festival da canção

- Mostra pedagógica interna

- e outros


OBS: Todas as atividades deverão ser comunicadas a Gerência de Ensino com antecedência , pois nossa meta é colaborar de forma intensiva junto a administração escolar. Observar sempre o calendário da Secretaria de Educação e das escolas da rede para evitar atropelos.


Atenciosamente,



Prof. Rosangela Maria Baldessar

Gerente de Ensino Fundamental

Nenhum comentário:

Postar um comentário